Entrevista

Previdência: unificação será feita com a pior regra de cada um dos regimes, diz especialista

Coryntho Baldez

Foto colorida de manifestantes protestando contra a reforma do sistema previdenciário em passeata na Avenida Presidente Vargas, no dia 15 de março.
Protesto contra a reforma da Previdência na Avenida Presidente Vargas, em 15 de março. Foto: Fernando Frazão (Agência Brasil)

A professora da Escola de Serviço Social (ESS) Sara Granemann, em entrevista ao Conexão UFRJ, afirmou que a proposta de reforma da Previdência encaminhada ao Congresso Nacional pelo governo federal retira direitos e interessa aos grandes capitais.

“Essa, na verdade, é uma contrarreforma que interessa não apenas ao capital que tem as mercadorias clássicas para vender, como carros e computadores, mas também ao que trabalha com previdência, educação e saúde privadas”, sublinhou.

A docente denunciou que a unificação dos regimes público e privado será feita com a adoção da pior regra existente em cada um deles. Usada agora como expediente para reduzir direitos, a unificação era uma bandeira dos trabalhadores na Constituinte de 1988, e foi derrubada por governos de estados e municípios interessados em gerir os vultosos recursos previdenciários do serviço público.

Especialista em previdência, Sara alertou ainda que a expectativa de vida dos homens e mulheres brasileiros vai cair rapidamente com o fim do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e da vinculação do benefício previdenciário ao salário mínimo.

Veja a entrevista completa.