Pesquisa

Quem perde é a sociedade com cortes na ciência

Coryntho Baldez

Ilustração colorida com uma lâmpada dentro de uma nuvem que representa o pensamento criativo e a inovação científica.
Ilustração: Pixabay

Em março, o orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) de 2017 foi reduzido para R$ 3,2 bilhões, 44% menor do que o previsto na lei orçamentária.

Desse total, os valores destinados ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ficaram limitados a R$ 1,3 bilhão – quase 50% menor do que o de 2013 –, mas o órgão está autorizado a gastar somente 56%.

Com o rebaixamento progressivo do financiamento para a pesquisa, as bolsas de iniciação científica e tecnológica, que totalizavam 85.139 em 2014, somam hoje 54.621. Para piorar, o CNPq anunciou em agosto a possibilidade de suspender o pagamento de todas as bolsas. Veja aqui a manifestação do Conselho Universitário (Consuni) da UFRJ sobre o assunto.

Leila Rodrigues, Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da UFRJ, alerta que o corte de recursos para a pesquisa afetará, sobretudo, a sociedade: “Sem pesquisa deixamos de trabalhar com a perspectiva de soluções de problemas importantes em áreas como mobilidade urbana e saúde, por exemplo”.

Nesta entrevista, ela revela o número total de bolsas que a UFRJ pode perder e adverte que os cortes poderão levar ao fechamento de laboratórios.