Educação

Ensino de crenças nas escolas: turbilhão de intolerância religiosa à vista

Coryntho Baldez

Imagem colorida de turbilhão devorando livros, simbolizando a intolerância contra o conhecimento científico
Foto: Pixabay

Após intensa polêmica, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu permitir o ensino religioso confessional na rede pública de ensino.

Em sessão no dia 27/9, o Plenário declarou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), proposta pela Procuradoria-Geral da República, que questionava o vínculo da disciplina de religião a uma crença específica – prevista em acordo entre o Brasil e a Santa Sé, em 2010.

Para Amanda Mendonça, coordenadora do Observatório da Laicidade na Educação da UFRJ, a religião faz parte da esfera privada e não cabe à escola pública colocar em sua grade o ensino de credos. Segundo ela, no modelo confessional, o que se ensina são os dogmas e não a história do desenvolvimento de cada fé.

Nesta entrevista, a professora realça que a decisão do STF não unificou nem mesmo as religiões, à exceção da Igreja Católica, e poderá aguçar a intolerância contra algumas crenças, especialmente as de matriz africana – “as que mais sofrem perseguição dentro do ambiente escolar”.

Veja abaixo.